Bola é Bola Mesmo

Inter prestes a (re)conquistar o mundo

Com nova eliminação, o São Paulo tem se tornando no maior freguês de clubes brasileiros na Libertadores nos últimos tempos

É comemorada a torto e a direito a já anunciada escalação ofensiva da seleção brasileira, no jogo de estréia do técnico Mano Menezes, hoje á noite. E era pra ser diferente, por acaso? Já disse que considero Mano uma boa escolha, mas qualquer que fosse o treinador faria uma convocação parecida com essa e uma escalação mais ou menos assim. Primeiro, que não há o que perder, mesmo porque a seleção americana, na ponta dos cascos, é favorita. Depois, Mano fez o que todo mundo queria: chamar os garotos que não poderiam mesmo terem ido à África do Sul. E, por último, que havia poucos jogadores em condição de jogar a essa altura no ano – a maioria de férias ou entrando em forma nas pré-temporadas de seus clubes.

Me lembro remotamente de um amistoso pós Copa de 1994, que o Brasil venceu, em que o técnico Zagallo colocou pra jogar uma garotada que tinha Juninho Paulista, Sávio e Ronaldinho (que seria o Fenômeno) e o Brasil deitou e rolou. Logicamente, daquele início, poucos foram aproveitados na Copa seguinte, e é o que vai acontecer agora. Na escalação de Mano há também a preocupação de usar um esquema tático que ele conhece bem, o tal do 4-3-2-1, testado e aprovado no Corinthians. Com jogadores leves no meio e no ataque, cabe a Mano fazê-los jogar também na marcação, para que o ataque com 3 se transforme numa linha de 5 quando o Brasil estiver sem a bola. Mas pense bem: quem se recusaria a colaborar com um chefe recém admitido?

Seleção, aliás, nem era par ser assunto, na véspera de mais uma decisão de Libertadores com brasileiro na disputa. Como já venho dizendo desde o início do ano, essa é a Libertadores mais fácil de se vencer, tanto que o Inter já está, de antemão, classificado para o mundial de Clubes. Deram mole o Flamengo, derrotado em casa por uma equipe chilena, e o Corinthians, que perdeu para o próprio Flamengo. O Inter, não. Seguiu em frente contratando bem, soube consertar a tempo o equívoco Jorge Fossati e com bravura mostrou ao São Paulo como se faz. O São Paulo, aliás, desde que foi campeão, em 2005, conseguiu as façanha de ser eliminado por Inter (2006), Grêmio (3007), Fluminense (2008), Cruzeiro (2009) e de novo Inter (2010), se tornando no maior freguês de clubes brasileiros na Libertadores nos últimos tempos.

Não cravo que é barbada, mas o Inter é franco favorito, com altitude, campo de plástico e tudo. A equipe gaúcha tem que se segurar lá, arrancar o resultado possível e resolver em casa. A referência a títulos consecutivos perdidos por Cruzeiro (2009), Fluminense (2008) e Grêmio (2007), não pode ser levada a sério. O Cruzeiro entregou a partida em casa, o Flu foi vitimado pela desgraça da altitude, e o Grêmio merecia perder porque levou um passeio do Boca. Agora, o Inter é melhor, não tem a altitude de Quito pela frente, e esse time não tem cara de ser “entregador” – muito ao contrário, sabe buscar o resultado. Ou seja: no fim das contas, Inter campeão.

E o Brasileirão, nada? Não me iludo com essa disparada de Fluminense e Corinthians. O Timão perdeu o técnico e vai começar a cair assim que a vocação de Adilson Baptista para Professor Pardal aflorar. Vejo o Inter, depois da Libertadores, caso não abandone o barco em nome do Mundial de Clubes – com justíssima razão –, Santos e Cruzeiro com chances de chegar lá em cima. Por fora corre o Palmeiras (o time é fraco, mas não dá pra desprezar o Felipão) e só. Todos, no entanto, têm interesses em outras competições. Só o Fluminense está dedicado exclusivamente ao Campeonato Brasileiro.

Até a próxima, que o Flamengo agora é o Tabajara!!!

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