Vaza, Adriano!
Às vésperas de uma Copa do Mundo, jogador se transforma num chato de galochas e precisa voltar para o ostracismo o mais rápido possível
O certo era eu passar batido pelo assunto, mas, contraditoriamente, vou mesmo falar daquilo que não que ver na mídia. Estou bravo porque vi gente falando do Adriano até no Jornal Nacional, o que acho um absurdo, a menos que algo realmente notável tivesse sido feito por este que está se transformando num verdadeiro chato de galochas. Não culpo, porém, os editores do noticiário, que evidentemente estão de olho nos números do Ibope e na manutenção do faturamento da emissora. E sabemos todos que escândalos com grandes ídolos sempre dá audiência.
É aí que paira a dúvida. Adriano é craque? É ídolo? É grande jogador? Pra mim é, antes de qualquer coisa, um grande um sete um que se fez de deprimido e disse que abandonaria o futebol para se desligar da Inter de Milão sem pagar multa, e, semanas depois assinava contrato com o Flamengo. Curou rapidamente a depressão, né? Depois, é o tipo de funcionário que nenhuma empresa quer no quadro, muito menos os colegas de trabalho. Segundo consta, há 11 casos de faltas e atrasos somente este ano, em pouco mais de dois meses. Ora, meus amigos, até numa estatal isso é o bastante para o sujeito levar uma duas advertências, seguidas de uma suspensão e depois a irrefutável demissão por justa causa.
Ocorre que Adriano é mimado, fica deprimidinho, bebe todas e possivelmente vai além disso, embora a mídia se resguarde na hora de fazer os comentários. O cara volta da seleção, vai direto para uma festança, leva bronca da mulher e fica deprimido. Desiste de cumprir suas obrigações profissionais (que é jogar bola!), se pirulita para Búzios e vai beber um chopinho com os amigos. E a depressão? Ora, meus amigos, façam-me o favor. É sabido que o Flamengo nunca foi um modelo de organização, mas qualquer pessoa minimamente honrada acima de um mau caráter desse naipe tem que fazer alguma coisa, a começar pelo técnico Andrade, passando pelo falastrão Marcos Braz e até a presidente Patrícia Amorim, que tem nas mãos uma boa chance de mostrar realmente a que veio. E não esconder a situação com as vitórias como a de sábado e possivelmente amanhã, contra o Caracas.
A torcida do Flamengo também tem que se posicionar. Que tal estender nos estádios faixas com o a frase “Fora Adriano”? Ou será que estão satisfeitos os torcedores com um jogador que ignora a importância da instituição centenária, e – pior – desfalca o time em jogos importantíssimos como este de amanhã, pela Libertadores? Eu não torço pelo Flamengo, mas torço pelo Brasil, e fica aqui o apelo ao técnico Dunga para não levar esse um sete um para a Copa, onde recaídas de depressãozinha podem atrapalhar o Brasil mais do que o futebol dele ajudar. Há pelos menos mais uns dez bons centroavantes dispostos a ir pra Copa, acatando o necessário planejamento para disputar esse tipo de competição.
Não é só isso, não. Não quero saber com quem Adriano é casado, o que faz de noite, o que acontece na vida dele. Não quero ver Adriano nem no Flamengo nem na seleção, muito menos na TV. Gente desse tipo deve ser empurrada o mais depressa possível para o ostracismo, de onde só o futebol mesmo – que é uma bênção – poderia ter tirado. Vaza, Adriano!
Até a próxima, que Joel Santana não faz milagres!!!

















Ih, isso tá me cheirando a torcida arco-íris se travestindo de falso moralismo pra falar mal de um jogador que foi crucial para o hexacampeonato do Flamengo. Sinceramente, acho que você funciona melhor quando se trata de música, um assunto que aparentemente, você domina.
Você não torce pro Flamengo, como é que pode sugerir atitudes (dignas da torcida do Palmeiras, que até segue jogadores pra “cobrar”) como faixas de protesto ou algo do tipo? Parece mais birra de torcedor de outro time, que sabe do potencial do Adriano (ninguém ganha o que ele conquistou sendo 171, falcatrua), e que teme que seu time encare o cara 100%, o que costuma ser letal.
“Torço pro Brasil” não funciona com Rubro-Negros, pois somos primeiro Flamengo e depois Brasil. Quando o Adriano abriu mão de muita grana pra vir para o Brasil, fez porque sabia que teria as regalias que todo boleiro, e quem quer que tenha muito dinheiro quer. E ainda assim, faltando treino e agora com esse problema totalmente pessoal, o cara foi artilheiro e campeão nacional. E vai pra Copa, que apostar?
Desculpe, mas esse artigo não perde pra nenhuma revista “Contigo” ou comentários “xeniais” do Neto, o comentárista, ex-jogador-que-cuspia-nos-adversarios.
Saudações rubronegras.
Belo texto, concordo totalmente, Bragatto! É o que muita gente pensa e gostaria de dizer, mas não diz ou não tem como. Faço minhas as suas palavras, principalmente na parte: “Adriano é craque? É ídolo? É grande jogador? Pra mim é, antes de qualquer coisa, um grande um sete um que se fez de deprimido e disse que abandonaria o futebol para se desligar da Inter de Milão sem pagar multa, e, semanas depois assinava contrato com o Flamengo.”
Bragatto, concordo com você. Mas depois que o Runco deu a ridícula declaração que o alcool não atrapalha, o imperador chorão vai ficar de fora?
Vamos ter que aturar esse cuzão na copa.
Acho que o texto é um pouco pesado, mas concordo com a sua essência, sobretudo no que diz respeito à possibilidade do Adriano não poder jogar jogos importantes como o de hoje (Caracas, fora de casa). Vai que ele melhora e apronta outras dessas nas quartas de final da libertadores? Quem garante que isso não vai acontecer? Uma coisa é um jogador se machucar, mas deixar de jogar por “problemas pessoais” realmente não dá.